sexta-feira, 3 de novembro de 2023

NO FINAL, UM CLÁSSICO



SE TEM QUE SER, QUE SEJA EM UM ANTIGO

E você, qual clássico escolheria para o seu último passeio?


Carros clássicos dão um ar de elegância aos funerais. Foto gettyimages

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Há muito tempo a humanidade dá uma atenção toda especial ao cortejo do último adeus a seus entes queridos, e um desses cuidados passa pela escolha do carro que levará o finado à sua morada derradeira. Os registros históricos mostram que os primeiros veículos funerários surgiram no fim da Idade Moderna (1453-1789), tracionados por cavalos. Esses carros eram projetados e produzidos pelos mesmos fabricantes de carruagens, e até hoje podem ser vistos em alguns funerais estilizados, como o tradicional funeral de jazz em Nova  Orleans, nos Estados Unidos. 

Em 1909 surgia o primeiro carro funerário movido a
combustível fóssil de que se tem notícia.
 
Foto Biblioteca Pública de Detroit (EEUU)


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A primeira versão de um carro funerário movido a gasolina surgiu em 1909, quando o agente funerário Harry Ludlow, de Chicago, montou uma carroceria num chassi de ônibus, a princípio puxada também a cavalos, mas, meses mais tarde, o empresário usaria o chassi de um automóvel para lançar um segundo veículo funerário, este, a combustão. Começava ali uma nova era no transporte funerário, chegando até os dias de hoje com muita modernidade e tecnologia, mas sem deixar para trás a predileção pelos clássicos naqueles momentos mais difíceis.  


Os triciclos não poderiam ficar de fora do
segmento automotivo funerário.

Foto Mário Camacho


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Ainda assim, por causa do custo inicial muito mais alto em comparação com o equipamento puxado por cavalos, o carro fúnebre demorou a ser aceito pelo segmento funerário. Esses veículos eram geralmente considerados barulhentos e pouco confiáveis, e os enlutados rebelaram-se contra a ideia de levar os falecidos às pressas para o túmulo a uma velocidade ‘indigna’ de até 30 quilômetros por hora. Mas no início da década de 1920, o carro funerário motorizado finalmente substituiu de vez o carro funerário puxado por cavalos. Uma nova era no transporte dos falecidos da funerária ao cemitério havia começado.


No estado americano de Ohio, em 2020, o reparador de Antigos, Mark Boutwell, teve um funeral condizente com a sua trajetória de 42 anos como antigomobilista. Foto Jeffrey Ross

Ainda que não existam regras quando o assunto é escolher o carro funerário para um ente querido, sem dúvida, se considerarmos o quanto é importante uma derradeira homenagem estilizada e personalizada a um antigomobilista, por exemplo, os Antigos certamente terão lugar obrigatório no cortejo. Não há chances de ser uma homenagem indesejada, com toda certeza é algo que o homenageado gostaria de ver. Além disso, funerário ou não, um carro antigo sempre desperta a atenção e a curiosidade de quem os vê, não importando o contexto. 





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